Correndo desesperada, vejo em minha frente um garoto, tímido porém assustador, vou se aproximando vagarosamente com medo de que possa ser um mísero mortal, ou até quem sabe um demônio enviado para a minha derrota.
Um garoto charmoso, belos olhos, olhos castanhos com um brilho intenso, cabelos curtos de cor forte, não consigo identificar aquela cor, prossigo mais um paço aquele mistério continua a persistir, olho seus trajes, suas vestes nada mais simples do que o possível mas muito parecido com o meu gosto, isto me deixava intrigada.
Dei mais um paço, seus olhos piscaram, sua pele transpirava, seus pelos arrepiavam, e com o meu olhar o fitava de tal forma que deixei-o sem graça.
Cheguei um pouco mais perto, e estiquei minha mão direita, fazendo um gesto de cumprimento que foi em vão; Este garoto já estava negando a minha aproximação, foi quando eu desisti de tentar contato e virei-lhe as costas, quando senti uma mão quente ao mesmo tempo gelada em meu ombro, com seguidas palavras de uma voz suave e doce, pedindo me para que esperasse e olhasse novamente para ele.

Resolvi virar, olhei, observei o garoto, e pude notar que ele não era nenhum mal para mim e sim o meu verdadeiro amor, que estava ali, parado, escondido, morto, e frio, no meio do nada, esperando apenas que eu notasse que ele estava ali, a minha espera a anos e eu jamais havia o procurado, por medo dele não ser oque eu esperava, ser algo que jamais esperei, por esta mesma forma, quando notei, peguei suas mãos, segurei-as firme junto as minhas e disse-lhe somente uma frase, mas que por ele não precisava de mais nada, somente isso seria capaz de nos encaminhar a eternidade, de forma que para sempre houvesse amor na terra, palavras que hoje repito e lhe digo: Os seus olhos são meus, sua boca é minha, sua pele tão serena faz parte da minha vida, eu te amo por toda a eternidade, meu amor, meu unico e belo Amor!